sexta-feira, 31 de março de 2006

Kunstbar, ou Curso Abreviadinho de Arte

Encontrei esta fantástica animação em Flash, Kunstbar, no blog do Fernando Gouveia.
Inspirada nas obras de alguns dos maiores artistas plásticos internacionais.

quinta-feira, 23 de março de 2006

Última colecção de peles de Fátima Lopes


[Paulo Araújo]

terça-feira, 21 de março de 2006

Touro



Esta foto deverá integrar um conjunto de fotografias
que estou a fazer sobre o Zodíaco.
Trata-se, para já, de uma experiência.

segunda-feira, 20 de março de 2006

Canção para um dia normal

Vejo a clave do sol entre cabos eléctricos
onde andorinhas semifusas pousam
Vejo compassos compostos de madeira – postes
que se multiplicam no horizonte – partitura campestre
Vejo melodias impossíveis de tocar
composições intestinais de pássaros – em decomposição
Vejo um violoncelo que se masturba
com a batuta de igor – o Stravinski
Vejo que o violoncelo não tem alma
(ou se tem não a consigo ver)
Vejo um sapo que perde as asas que nunca teve
e que coaxa triste porque sabe que, na verdade,
não se perde o que nunca se teve
Vejo que o sapo sem asas coxeia da perna esquerda
(embora seja da direita porque a vejo num espelho)
O sapo contou-me que depois de ler a «Metamorfose» de kafka – que se escreve com K

descobriu que não podia usar sapatos
porque não tinha dedos para tocar viola
No entanto garantiu-me que nunca usou sapatos
Vejo um papagaio sósia do Super-Homem
e que fala como Zaratustra – ventríloquo exímio
Vejo Vénus sentada de pernas abertas virada para Meca
Vejo Camões disfarçado de homem invisível
quando este descobriu o caminho equestre
para a Ilha dos Amores – epopeia erótica que fala
de um sapo sem asas que não usava sapatos
e de uma princesa que, beijando o sapo,
roubou-lhe as asas e foi viver com um papagaio
que era amante de uma andorinha semifusa
por quem se apaixonou um violoncelo
que se masturbava porque parecia que não tinha alma
Vejo-me a mim próprio vendo-me num espelho
que não é mais do que uma clave de sol electrificada
onde se perde o horizonte e onde há um arco-íris
com apenas sete cores a preto e branco
Vejo sete mulheres nuas em forma de caveira
Vejo um louva-a-deus com complexos de Édipo
Vejo o sexo da minha amada pintado por mim
numa tela com dois metros e meio por três
Vejo dentro do seu sexo todo o meu amor por ela
que é ainda maior do que a tela que pintei
Vejo a Terra como se estivesse na Lua
Numa esplanada à beira-mar a ouvir
a Tarde em Itapoã de Vinícius – o De Morais
Não vejo, enfim, nada que ainda não tenha visto.

Orquídeas


Sem título [carvão s/ papel] Paulo Araújo

Hoje disseste-me que não
e não sabes os rios de orquídeas que perdeste.
Mas a verdade é só uma:
jamais saberei se gostas de orquídeas.

Paradise – the common vision


Paradise – the common vision [óleo s/ tela] Paulo Araújo

Um dia, tudo será assim. Como dantes.

Os sete pecados mortais


O pecado da gula [óleo s/ tela] Paulo Araújo

Os sete pecados mortais. Pelos menos, alguns...

La gran masturbadora


Matrimónio [óleo s/ tela] Paulo Araújo

Escher?


Escher Way – Paulo Araújo
Se olharmos atentamente, percebemos que Escher está em todo lado. Just like God.

A iguana embriagada


Paulo Araújo

Foi uma noite agradável. Divertimo-nos imenso. A iguana mais do que eu. Mas isso é outra conversa....

domingo, 19 de março de 2006

Metamorfose I


[Exclusivo de Paulo Araújo]

Mulher pertencente a uma tribo que vive numa ilha perdida algures no pacífico – os homens-rã.