sábado, 27 de maio de 2006

O caminho das estrelas

quinta-feira, 25 de maio de 2006

Coisas da bola


Eu sei que é terrível. Mas, sempre que vejo esta bandeira, as primeiras imagens que me vêm à cabeça são as fuças de Scolari, de Figo e de Cristiano Ronaldo.

quarta-feira, 24 de maio de 2006

O Capuchinho Branco



"O Capuchinho Branco" é o título da música de Vítor Lamas, que se ouve de fundo. O filme retrata a história do tal capuchinho. Qualquer semelhança com a “outra” história é pura coincidência. Os "actores" são, por ordem alfabética: Mariana Dias e Paulo Aguiar. O narrador sou eu próprio. A minha voz é inconfundível.

Estas coisas começam a tornar-se rotina


Erwin Olaf, fotógrafo holandês que a Periférica (na edição n.º5) deu a conhecer em Portugal, ganhou mais um prémio internacional.

terça-feira, 23 de maio de 2006



Esta peça (da qual se pode ouvir um pequeno trecho) faz parte de um trabalho dos Tostamistas, tendo como convidados a Paula Pestana (violino) e o Carlos Mourão (bateria).
O trabalho, o segundo do grupo, que se chama "Septeto de Verão", foi concebido, orquestrado, interpretado e gravado em simultâneo.

segunda-feira, 22 de maio de 2006

Equívocos ou distracções?

O Público de domingo trás para a primeira página a notícia de que "são sete os animais que forçaram a construção de um viaduto de um quilómetro em Vila Pouca de Aguiar, na A24", cujo título é «Alcateia de lobos obriga a gastar mais 100 milhões em auto-estrada».
Sobre isto, apetece-me dizer duas coisas.
A primeira: o título não só é sensacionalista como é absolutamente despropositado. Não se trata, obviamente, de proteger estes sete animais em concreto, mas sim assegurar a sobrevivência da espécie, salvaguardando todo um ecossistema, do qual o lobo faz parte. O que é substancialmente diferente (sobre o assunto, o Rui A. Araújo escreve isto)
A segunda: a determinada altura, diz o autarca de Vila Pouca de Aguiar que “está por provar cientificamente” que o Fojo do Lobo “é sítio de procriação dos animais". Lobos naquela zona, népia. Ora, este e um argumento fraco e descabido, mas que é usado com alguma frequência, não só pelos autarcas, como por uma parte da população. Com a mesma ligeireza, já ouvi precisamente o argumento contrário. Quando, por vezes, aparecem algumas ovelhas mortas na serra, de imediato vêm a terreiro asseverar com toda e veemência que foram os lobos os responsáveis. E não esqueçamos que ainda há o subsídio por danos causados pelo afamado bicho.
E, se a zona em questão fosse uma reserva de caça, qual seria a atitude dos contestatários do viaduto?

sábado, 20 de maio de 2006

Como o milho

Uma coisa ninguém pode negar. A Margarida Rebelo Pinto é escritora. E é boa.

E se um desconhecido de repente lhe oferecer flores?

No DN de ontem, Miguel Sousa Tavares dizia que ninguém sabe quem é João Pedro George. Para quem não saiba, Miguel Sousa Tavares é filho da poetisa Sophia de Mello Breyner.

quarta-feira, 17 de maio de 2006

A confirmação



Ricardo Leite venceu o Prémio Revelação de Pintura da Caixa Geral de Depósitos.
A Periférica publicou um portefólio deste artista plástico no n.º 10. Como diz o Fernando, “para nós não é uma revelação, é uma confirmação”.

domingo, 14 de maio de 2006

"Desce o nível da decência e subirás na audiência"



A revista Meios & Publicidade elegeu José Eduardo Moniz [JEM] como “personalidade do ano”. Que teve o mérito de conseguir, ao longo de 2005, manter a TVI com o maior índice de audiências dos canais generalistas.
Do meu ponto de vista, esta escolha baseia-se em alguns equívocos. É um erro de palmatória. Senão vejamos.
Não tenho dúvidas que, qualquer canal – querendo – subiria o nível de audiências amanhã mesmo. É muito simples, e nem sequer precisaria de ter à cabeça um programador muito talentoso. A estratégia resumir-se-ia a três ou quatro pontos-chave: transformar os noticiários em espectáculos de entretenimento puro e duro, com a mais descontraída das latas; engendrar uns reality shows, pondo lá dentro uns cromos famosos (inventados à pressão) dispostos a deixar a dignidade à porta e a fazer umas piruetas para entreter a malta lá em casa; seria importante ter uma apresentadora frenética e histérica, que passasse o programa inteiro a gritar boçalidades mais alto do que a lei do ruído permite; conceber um programa matinal muito, muito colorido, com um apresentador também muito colorido, enérgico, a transbordar felicidade e que falasse pelos cotovelos, mas, condição fundamental, que não tivesse nada para dizer. No fundo, ter uma programação que não saísse disso mesmo: do fundo.

Ora, como toda a gente sabe, é esta a estratégia da TVI. Ao contrário da SIC e da RTP (principalmente esta última), cujas direcções de programação ainda vão tendo algum decoro, o director da TVI não se deixou levar por esta – direi – fraqueza. Fiel seguidor do adágio “desce o nível da decência e subirás na audiência”, JEM logrou chegar ao topo da pirâmide. O que, à partida, parece um contra-senso, é, na realidade, a coisa mais óbvia. Enveredando pelo caminho da descida (às vezes vertiginosa) da qualidade dos programas, muitos deles medíocres e a roçar o indecente, e aproveitando a tendência voyeurística do telespectador (coisa, aliás, que JEM conhece como ninguém), depressa o canal se instalou no topo do ranking.
Não vejo, portanto, onde é que está o mérito. JEM fez exactamente aquilo que não se espera de um imaginativo e rigoroso director de um canal de televisão. Escolheu o caminho mais fácil. Assim também eu.
E, já agora, se a RTP1 foi eleita pela mesma revista a melhor estação generalista, porque não atribuir o prémio "personalidade do ano" ao seu director?
Uma outra coisa me ocorre. No fundo (peço desculpa por insistir nesta expressão), a TVI não é um canal generalista. É mais uma espécie de “canal temático de entretenimento”, como diz no Público de hoje uma investigadora de ciências da comunicação na Universidade do Minho, Felisbela Lopes, a propósito da estreia do novo reality show da estação de Queluz. Eu é que não apanho esse comboio.

sábado, 13 de maio de 2006

Insultos grátis

Prefiro os insultos gratuitos.
Era o que faltava ser insultado e, ainda por cima, ter que pagar.



A crucificação.

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Sigmund Freud



Freud nasceu há 150 anos.

Pneumáticos



Michelin, um pneu mítico.

sábado, 6 de maio de 2006

Afinal havia outro...



Se um Bush cara de pau já é mau, dois Bushs passa das marcas.
Descubram as diferenças. E, já agora, leiam o que o Rui Tavares escreve sobre o assunto no Público de hoje. Página 5.

sexta-feira, 5 de maio de 2006

O charco


Bem desconfiava que este país tinha ido ao charco.
Eis a prova.

E você? Em que século vive?


Isto sim, é que é tourada...

Numa vila ribatejana ocorreu uma “maratona de mais de 25 horas seguidas” de largadas de touros. Segundo a organização, a cargo da junta de freguesia, mais de 20 mil pessoas assistiram ao grande espectáculo. “Lamentavelmente”, uma pessoa morreu, outra feriu-se com gravidade e seis só ligeiramente. De acordo com o presidente da junta, “tudo estava preparado, em termos de segurança e logística”. Dois médicos e várias equipas de bombeiros. E “foram lançados vários alertas, através da aparelhagem sonora, para os cuidados a ter com os touros”. “Mas era muita gente e bastou uma distracção”. “Foi uma colhida fatal” disse o presidente. Se calhar, as vítimas caminhavam tranquilamente distraídas naquele belo fim de tarde, quando subitamente, são abalroadas por um touro vindo não se sabe de onde. Digo eu.
Há ainda um pormenor importantíssimo a acrescentar, no que se refere à segurança. “Os touros não estavam totalmente em pontas, tinham os cornos "afeitados” (cortados na ponta). Só por isto poupou-se uma data de vidas… Digo eu também.
Mas esta mancha (de sangue?) não afectou de modo algum o sucesso da festa. “O impacte mediático e a adesão das pessoas ultrapassou as expectativas”. Finalmente, o orgulhoso presidente da junta dá a última estocada: o “nome da vila” e as “suas tradições” foram divulgados, como se pretendia. Nem mais.

Esta história, verídica, só por si, já é ridícula.

Mas a festa poderia ter sido um êxito muitíssimo maior. Se tivessem morrido umas seis ou sete pessoas, se houvesse uma dúzia de feridos graves e uma centena com alguns arranhões ligeiros, aí sim, seria uma festa memorável. E se alguns touros tivessem penetrado em ruas não autorizadas, varrendo a turba como um tsunami, muito melhor seria.

Acham horroroso? Na verdade é este tipo de animação que o povo procura. Vai na expectativa de ver um ou mais desgraçados a serem colhidos pelos cornos de um touro. É isso que importa. Ver sangue. E cheirá-lo.
Esta é exactamente a mesma gentinha que pára nas auto-estradas quando há acidentes só para ver o espectáculo. Causando filas intermináveis de automóveis. E mais acidentes. É aquela multidão que se põe, histérica, à porta dos tribunais, prontinha a chacinar o presumível culpado de um crime qualquer. Assim as autoridades deixassem. É a mesma que se aglomera para ver – com os próprios olhos – o contorcido suicida que se atirou do prédio abaixo. Exemplos não faltam.

A estupidez não tem limites. Nem a época medieval. Porque é, de facto, na Idade Média que uma boa parte dos portugueses ainda vive. Orgulhosamente.